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Microchip ocular devolve leitura a pacientes com DMRI avançada

31/01/2026

Tecnologia de microchip ocular destacada por especialistas do Hospital de Olhos do Paraná como avanço promissor contra a DMRI.

Um novo microchip ocular implantável está trazendo esperança para pessoas com cegueira causada por atrofia geográfica (AG), estágio avançado da degeneração macular relacionada à idade (DMRI). O dispositivo, com apenas 2 milímetros, foi testado no renomado Moorfields Eye Hospital, em Londres, e já demonstra resultados animadores ao permitir que pacientes voltem a reconhecer letras, palavras e realizar leituras simples.

Tecnologia avançada para pacientes com DMRI e atrofia geográfica

A atrofia geográfica, forma severa e progressiva da DMRI, é uma das principais causas de perda de visão em pessoas acima de 50 anos. Até hoje, não existem tratamentos amplamente eficazes para restaurar a visão nesses casos — o que torna o novo microchip um marco importante na oftalmologia moderna.
O dispositivo é implantado cirurgicamente sob a retina e funciona em conjunto com uma microcâmera externa, geralmente acoplada a óculos especiais. Essa câmera captura imagens do ambiente e as converte em sinais elétricos, enviados diretamente ao microchip.
Esses estímulos ativam áreas do sistema visual responsáveis pela interpretação das imagens, permitindo que o cérebro reaprenda a processar informações visuais, mesmo quando a retina está gravemente danificada.

Resultados iniciais do microchip ocular são considerados “incríveis” por especialistas internacionais

O estudo, liderado pelo cirurgião oftalmológico Mahi Muqit, implantou o microchip em cinco pacientes. Em entrevista à BBC, o médico descreveu os resultados como “incríveis”, destacando que a tecnologia é “pioneira e transformadora” para pessoas com perda visual severa.

Especialista em retina, Dr, Carlos Augusto Moreira Neto  destaca potencial da inovação

No Brasil, o oftalmologista Dr. Carlos Augusto Moreira Neto, referência nacional em retina e especialista do Hospital de Olhos do Paraná, avalia a tecnologia do microchip ocular como altamente promissora.

Segundo ele:

“Avanços como esse representam um motivo legítimo de esperança para pessoas com deficiência visual causada por doenças hoje sem opções eficazes de tratamento. Embora ainda se trate de estudos iniciais, com indicações muito específicas, os resultados mostram que a ciência continua avançando e abrindo caminhos antes impensáveis. É importante manter a cautela e evitar expectativas irreais, mas também reconhecer o enorme valor dessas pesquisas, que podem transformar vidas no futuro. Inovação responsável, aliada à pesquisa séria, é o que nos permite acreditar em um amanhã com mais possibilidades.”

Um futuro mais acessível para pessoas com deficiência visual

O desenvolvimento desse microchip ocular representa um passo significativo rumo a novas soluções para restauração da visão, especialmente em doenças degenerativas como a DMRI. Embora ainda em fase experimental, a tecnologia reforça o avanço contínuo da oftalmologia e abre portas para tratamentos antes considerados impossíveis.